segunda-feira, 12 de novembro de 2012

9 de Novembro, Volta Redonda





Na última sexta-feira (09/11), nós do MNLM-RIO participamos do ato em memória à greve de 88 e ao massacre perpetrado pelo exército contra os trabalhadores da CSN, que assassinou William (22), Valmir (27) e Barroso (19).

Após o ato, inauguramos na "Ocupação 9 de Novembro" o memorial "Memória em Movimento", local onde registraremos na linha do tempo a luta dos trabalhadores de Volta Redonda.
 
ELES AINDA PODEM ESTAR NO PODER MAIS DEIXAREMOS CLARO QUE NÃO NOS RENDEREMOS NEM NOS SUBMETEREMOS MAIS A ESSE SILÊNCIO DO MEDO, A LUTA VAI CONTINUAR!


Clique aqui para visualizar as fotos, crédito do coletivo MNLM "Jovens em Movimento".


HOJE 2012 O PMDB CONTINUA A SUA POLÍTICA GENOCÍDA E EXTERMINADORA DA CLASSE TRABALHADORA EM TODO ESTADO DO RIO DE JANEIRO...

Presidência da República: PT em aliança com PMDB
Governador da República: Sérgio Cabral - PMDB
Secretário de Segurança: José Mariano Beltrame - Genocida
Prefeito Volta Redonda: Antonio Francisco Neto - PMDB
Prefeito Rio de Janeiro: Eduardo Paes: PMDB

ESSE É O ESQUADRÃO DO EXTERMÍNIO QUE QUER CONTINUAR A SUA AÇÃO GENOCIDA... VOCÊ VAI DEIXAR?!!!

Para mais informações sobre o massacre acesse: O Massacre de Volta Redonda, Por Cláudia Santiago.

Fotos da comemoração dos 5 anos de Ocupação Manuel Congo


Clique sobre a imagem para acessar a galeria / fotos: Henrique Zizo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nota de repúdio ao INEA e ao 15º Batalhão da PM pela ação de despejo da ocupação “Sônia Angel”


 foto: divulgação MLB


Na madrugada do dia 27 para 28, cerca de 150 famílias organizadas pelo MLB, ocuparam um terreno abandonado na cidade de Duque de Caxias, na Avenida Presidente Kennedy, Bairro São Bento.

Hoje, 29 de outubro, ocorreu de forma violenta, pelo 15º Batalhão Polícia Militar, o despejo das famílias ocupantes. O terreno, que consta sob a propriedade do INCRA, teve a solicitação de despejo pelo INEA, que alega ter direito ao uso das terras. O MNLM repudia a ação inescrupulosa da PM e do Estado. Segundo informações, a PM fez uso intenso de spray de pimenta, bombas de efeito moral e bala de borracha contra as famílias, mesmo sabendo da presença de crianças e idosos. Varias pessoas foram agredidas e pelo que consta, até o momento, 8 pessoas foram presas, sendo que uma não teve entrada em nenhuma delegacia da região.

O terreno teve sua concessão de uso vencida em novembro de 2011. Cedido até então para a Fundação Educacional de Duque de Caxias (FEUDUC), que nada fez no local. Atualmente encontrava-se abandonado e sem função social.

O MNLM RJ defende o direito à moradia das famílias que, sob liderança do MLB, se organizaram e ocuparam as terras, buscando cumprir seu uso para moradia de interesse social

Sobre essas mesmas terras abandonadas da região, no dia 4 de abril de 2012, protocolamos um ofício junto a SPU, com a solicitação para construção de 250 moradias de interesse social no local, e aguardávamos a vistoria para o repasse da área ao MNLM RJ. Compete a SPU absorver os imóveis públicos da união não utilizados e destiná-los a habitação de interesse social.

Tal processo não impedira o nosso diálogo com o MLB, como forma de apoio e integração da nossa luta.

Surpreendidos pela notícia, entramos em contato com o companheiro Heron/MLB e acionamos a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, que enviou um advogado ao local para auxiliar os companheir@s.

Solicitamos a imediata interferência da Secretaria de Patrimônio da União e do Ministério das Cidades, no sentido de:
  • Proceder a ida ao local;
  • Comunicar-se institucionalmente com INCRA e INEA;
  • Identificar a extensão do Imóvel necessária ao atendimento das duas demandas: MNLM e MLB e transferí-lo a SPU;
  • Atuar em conjunto conosco no sentido de impedir a continuidade da violência;
  • Corroborar com nossos argumentos para a libertação d@s companheir@s do MLB presos nesta manhã.;
Na certeza do compromisso mútuo na Construção da Política Nacional de Habitação de Interesse Social.

QUEM MUDA A CIDADE SOMOS NÓS, REFORMA URBANA JÁ!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aniversário de 5 anos da Ocupação Manuel Congo



A Ocupação Manuel Congo completa cinco anos de resistência e luta. Localizada no centro da cidade, vizinha à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, é um dos grandes símbolos da luta pela Reforma Urbana. O edifício de 10 andares, que permaneceu fechado e sem uso por cerca de 15 anos sob a propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi ocupado em 2007 pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e com muita luta pela construção da Política Nacional de Habitação de Interesse Social conquistou através do FNHIS recursos para aquisição e requalificação do imóvel, cuja efetivação envolve Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, residem na ocupação 42 famílias que, ao longo desses anos, construíram diversos espaços para atividades coletivas, a sala de reunião é utilizada para assembleias e, por sua localização central, por diversos movimentos sociais parceiros. O espaço educacional Criarte oferece reforço escolar e atividades culturais às crianças e adolescentes. O Restaurante e Casa de Samba Mariana Crioula estão em processo de estruturação através do projeto de sustentabilidade "A Gente Quer... Trabalho Moradia Diversão & Arte - Estação Cinelândia", selecionado em edital público do programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, exemplos da capacidade de superação das dificuldades, a partir da construção coletiva para uma cidade justa, em defesa da vida e não da mercantilização.

Convidamos tod@s para a comemoração no dia 26 de Outubro (Sexta-Feira). 

Programação

16h - Mesa de abertura

17h30m - Entrega de certificados e fundação da Cooperativa do MNLM
   
18h - Apresentação das crianças do Espaço Criarte

19h - Apresentação multimídia sobre o histórico da ocupação

19h30m - Confraternização


SE MORAR É UM PRIVILÉGIO, OCUPAR É UM DIREITO!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Revista "Liderança Feminina nas Lutas Urbanas"


A revista "Liderança Feminina nas Lutas Urbanas - Direito e política no caminho das mulheres", lançada em São Paulo durante o Encontro Nacional de Reforma Urbana (16/03), está disponível online.

A publicação, realizada pela Fundação de Direitos Humanos Bento Rubião, em parceria e com patrocínio de ONU Habitat e ONU Mulheres, tem o objetivo de reunir o sentimento e a visão de mulheres líderes, militantes ou cidadãs comuns, na busca pelo Direito à Cidade e à Moradia.

Dentre as várias lutas abordadas na revista, a matéria "Entrar, resistir e viver com dignidade" (p. 20-23) trata da Ocupação Manuel Congo, através de uma entrevista realizada com a coordenadora do MNLM, Maria da Lourdes.

Para conferir visualize abaixo ou acesse o link: http://pt.scribd.com/doc/110253832/A-Lideranca-Feminina-nas-Lutas-Urbanas.

A Liderança Feminina nas Lutas Urbanas

Expediente:
Coordenação institucional: Sandra Kokudai
Jornalista responsável: Tânia Coelho Reg. Prof.16.903
Edição de texto: Tania Coelho, Inaê Amado e Malu Machado
Projeto gráfico e direção de arte: Espalhafato Comunicação / Márcia Azen
Colaboração: Rosane de Souza, Verônica Couto
Transcrição: Marina Fernandes, Alexandre Braz, Fernanda Freire
Revisão: Rita Luppi
Fotos: Adriana Medeiros / Arquivo Bento Rubião
Produção: Espalhafato Comunicação

domingo, 7 de outubro de 2012

Projeto Documentário




Aconteceu nesse último sábado a 2ª oficina de vídeo e fotografia na Ocupação Manuel Congo. O objetivo dos encontros é a produção de um documentário que exponha a visão das crianças e adolescentes sobre a ocupação. O processo de construção do vídeo é entendido como um instrumento pedagógico, que atinja diversas áreas, desde a produção de narrativas, a manipulação de softwares de edição, noções básicas de vídeo e fotografia (linguagem e equipamentos), organização do trabalho em grupo e a aproximação e reflexão dos participantes sobre as lutas pelo direito à cidade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A terra da Goroa em chamas! Incêndios crimonosos pelo "progresso" destrói comunidades para expeculação imobiliária

Não acredite em combustão espontânea
Por João F. Finazzi


Incêndio na favela Buraco Quente, na Zona Sul de São Paulo. Foto: Johnny de Franco/Futura Press/Uol



Segundo a física, propelente ou propulsante é um material que pode ser usado para mover um objeto aplicando uma força, podendo ou não envolver uma reação química, como a combustão.
 
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, até o dia 3 de setembro de 2012, houve 32 incêndios em favelas do estado – cinco somente nas últimas semanas. O último, no dia 3, na Favela do Piolho (ou Sônia Ribeiro) resultou na destruição das casas de 285 famílias, somando um total de 1.140 pessoas desabrigadas por conta dos incêndios em favelas.

O evento não é novo: em quatro anos foram registradas 540 ocorrências. Entretanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada em abril deste ano para investigar os incêndios segue parada, desrespeitando todos os trabalhadores brasileiros que tiveram suas moradias engolidas pelo fogo.

Juntamente com o alto número de incêndios, segue-se a suspeita: foram coincidências?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sobre as ameaças de remoção da comunidade do Horto.



Vídeo conta a história das famílias que vivem no Horto, a origem da comunidade e a relação dessa com a área.


A QUESTÃO DO JARDIM BOTÂNICO NÃO É O FATO DE SER UM PATRIMÔNIO TOMBADO, MAIS SER UM BOM PASTO PARA AS VISTAS DA BURGUESIA LOCAL E UM ÓTIMO INVESTIMENTO PARA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA. É INCONCEBÍVEL UM CANDIDATO FALAR EM BUSCAR SOLUÇÃO PARA OS MORADORES, IGNORANDO A SOLUÇÃO JÁ ENCONTRATADA PELA UFRJ, SPU E COMUNIDADE. É VERDADE QUE A SOLUÇÃO ENCONTRADA DENTRO DO PROJETO DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA, NÃO AGRADA OS PRECONCEITUOSOS DE BOTAFOGO/JARDIM BOTÂNICO, AS ORGANIZAÇÕES GLOBO, O FASCISTA DO LISZT VIEIRA E OS ECOCAPITALISTAS DE PLANTÃO. AQUELA COMUNIDADE CHEGOU ANTES DESTES TAIS, É CENTENÁRIA, SE ALGUÉM NÃO CONSEGUE CONVIVER QUE SE AUTO REMOVA.
Lurdinha Lopes, coordenadora MNLM

Lançamento do Jornal Vozes das Comunidades 2012



Foi lançado essa semana o Jornal Vozes das Comunidades, fruto do Curso de Comunicação Popular e Comunitária do Núcleo Piratiniga de Comunicação. O Jornal será distribuído durante o 18º Grito dos Excluídos que acontece no dia 7 de Setembro com início às 9h na Avenida Presidente Vargas com Rua Uruguaiana.

Com a capa sobre a Trilha Política - realizada no último domingo 02/09 - em apoio aos moradores do Pico da favela Santa Marta  que estão sob ameaça de remoção, o jornal consta com matérias diversas sobre as lutas populares que vem ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro. Na página nº 03 você encontra no tópico "Cidade" a matéria sobre a luta por moradia digna da Ocupação Manuel Congo e seu projeto autogestionado de geração de renda com falas das moradoras Elisete e Raquel.

Acesse:

www.scribd.com/doc/104919884/Jornal-Vozes-Das-Comunidades-09-2012

Ou faça o download:

http://www.4shared.com/office/GaNI8e4Z/Jornal_-_Vozes_das_Comunidades.html

18º Grito dos Excluídos - Rio de Janeiro





Em sua 18ª edição, o Grito dos Excluídos 2012 traz o tema "Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda a população!". No Rio de Janeiro, o ato ocorrerá no dia 07 de setembro na esquina da Av. Presidente Vargas com Uruguaiana, às 9h da manhã.

Conheça um pouco do Grito dos Excluídos

Movimento que surgiu entre os anos de 1993 e 1994, o Grito dos Excluídos marca o dia de manifestações e protestos que denunciam os atos cometidos em nome do imperialismo do sistema vigente, que atacam diretamente a soberania popular brasileira. Nessa data, os movimentos tomam as ruas de diversas cidades do país, levando a voz do povo contra ações que refletem no aumento da exclusão social, que ferem os direitos humanos e ambientais, que privatizam os bens comuns e mercantilizam a vida.

Na segunda maior cidade do país, e que hoje sofre com o bombardeio do capital estrangeiro frente a dois megaeventos (a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016), as entidades da cidade do Rio de Janeiro já começam a mobilização com o acúmulo dos direcionamentos levantados pelos movimentos sociais de todo o mundo durante a Cúpula dos Povos na Rio+20, evento que ocorreu no Aterro do Flamengo em junho deste ano e que denunciou a farsa das alternativas de desenvolvimento da “economia verde”.

Com pautas urgentes e locais como a questão das remoções forçadas de comunidades como a Vila Autódromo e dos moradores do Morro Santa Marta, além do caso de assassinatos de pescadores que são contra o processo de venda das Baías de Guanabara e Sepetiba para as grandes multinacionais, o Grito dos Excluídos do Rio deverá alertar a sociedade ainda para problemas como a violência contra as mulheres, os crimes de racismo e homofobia, e o avanço da militarização das policias civil e militar a serviço da exclusão.